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Doce duvida – qual açúcar escolher?

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As principais diferenças aparecem no gosto, na cor e na composição nutricional de cada tipo. A regra básica é a seguinte: quanto mais escuro é o açúcar, mais vitaminas e sais minerais ele tem, e mais perto do estado bruto ele está. A cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos químicos no último processo da fabricação, o refinamento, que a gente explica direitinho no fim do texto. Apesar de esses aditivos deixarem o produto bonitão, eles também “roubam” a maioria dos nutrientes. Só para dar um exemplo, em 100 gramas de um açúcar bem escuro, o mascavo, existem 85 miligramas de cálcio, 29 miligramas de magnésio, 22 miligramas de fósforo e 346 miligramas de potássio. Para comparar, na mesma quantidade de açúcar refinado, aquele tipo branco mais comum, a gente encontra no máximo 2 miligramas de cada um desses nutrientes.
Novos estudos mostram que o consumo de pequenas quantidades de açúcar é mais benéfico do que o uso de adoçantes sintéticos, principalmente pelo açúcar ter papel importante para a manutenção da flora intestinal. Levando em conta que quase tudo que consumimos hoje já tem açúcar adicionado não precisamos colocar ainda mais no dia-a-dia.
Frutose: É o açúcar extraído das frutas e do milho. Sem precisar de nenhum aditivo, frutose é cerca de 30x mais doce que o açúcar comum, mas ela engorda sem oferecer uma vitaminazinha sequer. A maior parte da frutose vendida no Brasil é importada e tem preços meio amargos.

A frutose requer um trabalho do fígado muito grande, por isso deve ser evitada! Consuma a fruta, inteira!

Açúcar demerara: o processo de produção deste açúcar é bem parecido com o açúcar mascavo. Porém, o açúcar demerara passa por um processo de refinamento leve, durante o qual não recebe nenhum aditivo químico. Usado no preparo de doces mais sofisticados, este é um dos açúcares mais caros do mercado.
Açúcar vanille: este tipo de açúcar tem um leve sabor de baunilha. É o tipo de açúcar perfeito para preparar biscoitinhos caseiros e bolos simples. Porém, pode ser difícil encontrar este ingrediente em algumas regiões do país.

Xarope invertido: esta variedade é uma mistura de três tipos de substâncias adoçantes. Com 1/3 de glicose, 1/3 de frutose e 1/3 de sacarose, é uma solução aquosa, fácil de ser armazenada. Também é muito utilizado na indústria alimentícia por agir contra a cristalização nos alimentos já preparados. Frutas em calda, sorvetes, balas e caramelos, licores, geleias, biscoitos levam o ingrediente em sua composição.

Açúcar light: este açúcar surge da combinação do açúcar refinado com adoçantes artificiais, como o aspartame, que, por suas características, adoça quatro vezes mais que açúcar comum. Por isso, quem consome um cafezinho adoçado com açúcar light consome menos calorias. Porém, outras receitas devem ser adaptadas antes de usá-lo.

Açúcar líquido: este açúcar, também chamado de xarope simples, não é vendido nos supermercados e é utilizado frequentemente pela indústria alimentícia, para a fabricação de balas e refrigerantes.

Açúcar mascavo: esta variedade tem cor caramelo e mais úmida e o sabor lembra a rapadura. Estas características são conseguidas depois de extrair do cozimento e cristalização do caldo de cana-de-açúcar. Sua qualidade nutricional é bem melhor. Sem passar pelo processo de refinamento, ele conserva nutrientes como ferro e cálcio. Use o açúcar mascavo em receitas de bolos, pães e tortas.

Açúcar de confeiteiro: o açúcar de confeiteiro também é conhecido como glaçucar. Os cristais são tão delicados e finos que até parecem farinha. O segredo deste ingrediente é o processo de refinamento sofisticado pelo qual ele passa. Depois, é encaminhado para uma peneiragem, durante a qual os cristais são separados de acordo com a granulometria. Antes de ir para o pacotinho, o açúcar recebe uma pequena quantidade de amido de arroz, milho ou fosfato que evita que os grãos fiquem grudados. O açúcar de confeiteiro é muito usado para decorar biscoitos e tortas.

Açúcar orgânico: do plantio à industrialização, este açúcar não utiliza ingredientes artificiais nem agratóxicos durante o plantio da matéria prima. Visualmente, este ingrediente tem cristais mais grossos e mais escuros que os outros açúcares, mais comuns nas prateleiras dos supermercados.

Açúcar cristal: possui grãos maiores e mais transparentes que o açúcar refinado, tornando-o mais difícil de ser dissolvido nos líquidos. As características do açúcar cristal se deve a técnica de refinamento leve, que tira cerca de 90% dos sais minerais.

Açúcar refinado: este é o açúcar branco mais comum nos supermercados. No refinamento, aditivos químicos como o enxofre deixam o produto com aparência clara e uniforme. O açúcar branco é usado em quase todas as sobremesas e bebidas, das musses ao cafezinho.

Melado ou melaço de cana: é a forma líquida extraída direto da cana-de açúcar, que também tem o poder de adoçar muito forte. Conserva todos nutrientes, como ferro, cálcio, selênio, manganês e o cobre, e é indicado para quem tem imunidade baixa, anemia, para evitar o excesso de coagulação e dar muita energia para os músculos.

Mel de abelha: extraído de flores, merece um cuidado. Muitas pessoas acham que podem substituir o açúcar pelo mel, mas como tem muita glicose, o uso exige atenção. Possui nutrientes que ajudam a imunidade, mas o consumo em excesso pode prejudicar a saúde.

Calda de agave: é extraída de um cacto. Ela parece muito com mel de abelha, mas tem diferenças significativas. Enquanto que o mel é 50% glicose, 50% frutose, a calda de agave tem mais de 80% só de frutose. E outro fator importante é que a ela tem uma carga glicêmica bem menor do que a do mel e a do açúcar. Isso significa que entra bem lentamente no sangue e não se transforma tão rápido em gordura.

Açúcar de coco:

Produzido de maneira rústica e sem adição de químicos, o açúcar de coco é uma alternativa mais natural e saudável ao refinado. O processo de extração é feito a partir das flores da palma de coco, cujo néctar é retirado e aquecido em uma caldeira, transformando-se em um caramelo espesso. Após isso, o produto é triturado em pequenos cristais, resultando em um açúcar mais grosso e com aspecto amarronzado.

Por não passar pelo processo industrial de refinamento ao qual é submetido o açúcar comum (ou branco), esta versão “integral” mantém as vitaminas e mineiras originais provindos da palma de coco e, por isso, é muito mais nutritiva.
“O açúcar de coco possui quantidades elevadas de potássio, magnésio, zinco e ferro. É também uma fonte natural de vitaminas B1, B2, B3 e B6”, lista Dr. Fábio Cardoso, especialista em medicina preventiva e longevidade.

Porém, segundo ele, uma das principais vantagens do produto é o baixo índice glicêmico, que favorece as pessoas que possuem diabetes tipo 2. “O açúcar de coco tem um índice glicêmico de 35, muito mais baixo do que o do refinado, que é de 68. Isso quer dizer que a liberação de energia no organismo é muito mais lenta, evitando picos de glicose no sangue”, explica.

Dra Vivian Campos - médica CRM SC 15.858/ CRM SP 128.588                               (47) 34339920 Joinville- SC

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